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O mais completo programa de desenvolvimento comportamental para líderes! - Educação de Adultos
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O mais completo programa de desenvolvimento comportamental para líderes! - Educação de Adultos
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Educação de Adultos
Ao entrar em uma sala de reunião, ou numa sala de aula, o adulto traz consigo a riqueza de suas experiências, conhecimentos e habilidades. Chega armado com suas próprias crenças, valores e convicções. Tem suas próprias percepções, tendências e sentimentos. Com tal bagagem, o adulto se torna a fonte mais rica para o processo de aprendizagem, de forma que o arcabouço de conhecimento distribuído entre os integrantes do grupo é muito maior do que o de qualquer instrutor, por melhor preparado que esteja.
 
G. J. Pine e P. J. Horne (1976) elaboraram vários princípios e condições para o aprendizado na educação de adultos. Eles asseguram que os aprendizes adultos são motivados e não ensinados, a procurar novos conhecimentos, habilidades e comportamentos. Ninguém ensina algo importante a ninguém diretamente. Adultos aprendem aquilo que desejam aprender, vêem aquilo que desejam ver e ouvem aquilo que desejam ouvir. E, a menos que o que estiver sendo ensinado tenha um sentido pessoal para o indivíduo e, seja relevante às suas necessidades e problemas, tal ensino não será prontamente aceito. Cada aprendiz tem seu próprio e único jeito de aprender. Ao ser exposto aos métodos de terceiros, pode refinar o seu próprio e torná-lo ainda mais eficiente. Se por um lado o aprendiz adulto deseja ser independente, por outro lado ele também aprecia operar interdependentemente. O aprendizado é um processo de cooperação e colaboração.

O aprendizado é maximizado quando o adulto reflete no que fala, naquilo que sente e pensa. Compreende que o aprendizado é um processo penoso. Mudança de comportamento, com freqüência, requer a desistência de antigos e confortáveis padrões de crença, pensamento e ação.

As pessoas aprendem melhor a partir da experiência. Tornam-se confiantes, quando experimentam a confiança; responsáveis, quando experimentam a responsabilidade; independentes, quando experimentam a independência. E, finalmente, o aprendizado é um processo de evolução. A habilidade de compreender, aceitar, confiar, confrontar, compartilhar, ajudar e avaliar envolve um processo de desenvolvimento, crescimento. Não pode ser imposto.

À parte esses princípios de aprendizado, há igualmente um número de determinadas condições importantes sob as quais as pessoas aprendem melhor. Um clima descontraído de confiança, respeito, aceitação, permite que as pessoas cometam erros, tenham idéias e percepções diferentes que podem se manifestar em formas diversas de fazer as coisas. Essa atmosfera de abertura é que alimenta a natureza individual única do aprendizado. E que tolera a ambigüidade e encoraja a auto-descoberta, situações essas em que as pessoas podem sentir que estão pessoalmente envolvidas com o processo de aprendizagem. Além disso, a avaliação cooperativa e a auto-avaliação permitem às pessoas verem a si mesmas como elas de fato são com o auxílio de seus colegas.

A educação de adultos se desenvolve em seu pleno potencial nesse clima e proporciona uma pedra angular ao processo, muito mais que o conteúdo do aprendizado.

O adulto situado na faixa de idade a partir dos 18 anos, tem características que requerem um tipo de aprendizagem especificamente formulado para atendê-lo em suas necessidades:

• Possui um ritmo diferente de aprendizagem, pelo desenvolvimento já alcançado e pelas experiências já vividas. Isto requer o uso de uma linguagem direta e de experiências concretas.

• Ao contrário da criança, o adulto torna-se cada vez mais apto a se auto-dirigir e o processo acumulado de experiências vividas lhe dá condições para isto.

• Sua prontidão para aprender torna-se fortemente orientada para as tarefas condizentes com seus papéis sociais, uma vez que é capaz de identificar suas necessidades de aprendizagem.

• Embora possa adiar a satisfação de seus anseios, a perspectiva de ação imediata o diferencia virtualmente da criança, no que se refere a necessidade de aplicar imediatamente os conhecimentos adquiridos. Portanto, deixa de ver a aprendizagem como algo centrado em matérias para passar a vê-la como fonte de solução de problemas da realidade.

Por tudo isso, o respeito que o adulto deseja e exige de um processo de aprendizado se liga às considerações sobre suas características e sua participação no planejamento e avaliação das atividades das quais participa. Seu ritmo de aprendizagem requer uma metodologia participativa, uma linguagem concreta e direta e situações não ameaçadoras de aprendizagem. Sua motivação se liga a expectativas de melhoria profissional, no reconhecimento social por um curso concluído e na busca do crescimento pessoal já conscientemente despertada nos sujeitos.

Para o adulto, o ponto de partida da situação de aprendizagem pode ser um problema ou uma dificuldade. Uma das primeiras atividades no processo de educação de adultos é a realização de um levantamento de problemas ou o exercício de diagnóstico através do qual os participantes identifiquem problemas específicos para os quais desejam apoio. A partir daí, o instrutor deve enfatizar os aspectos da tarefa ou do desempenho acadêmico, ao mesmo tempo que não se esquece de criar na sala de aula um ambiente de aceitação, no qual o aluno passa a experimentar o melhor desenvolvimento intelectual e pessoal.

Uma metodologia adequada ao trabalho com adultos é aquela que envolve seus próprios colegas como transmissores de saber, bem como investigações baseadas em roteiros estabelecidos por eles mesmos, o que possivelmente viria garantir o constante interesse dos alunos.

As técnicas predominantes devem ser aquelas baseadas na experiência. As técnicas de transmissão como exposições, leituras e trabalhos dirigidos devem se dividir com técnicas experimentais que fazem uso da vivência do aprendiz, como exercícios simulados, laboratórios, estudos de casos e grande variedade de técnicas de discussão.

A avaliação da aprendizagem do adulto, aquela que satisfaz seu interesse e necessidades constitui a repetição da auto-diagnose, no sentido de o aluno verificar, através de um reexame, quais as competências que têm e quais as que pretende alcançar. A auto-avaliação desta maneira, é de grande importância e propriedade da avaliação da aprendizagem de adultos, como mais um instrumento a ser somado ao feedback recebido dos próprios colegas, dos seus professores e outros instrumentos de avaliação que a escola tradicionalmente utiliza.

O interessante, contudo, é não perder de vista que os objetivos de qualquer treinamento somente serão plenamente alcançados se o processo levar em consideração as bases psicodidáticas relacionadadas ao ato de aprender referente à clientela a quem os cursos se destinam.

Neste sentido os instrumentos vivenciais se apresentam como um apoio fundamental para o trabalho com públicos formados por adultos, pois envolvem ação, emoções e intelecto em uma experiência integral, cabendo ao instrutor processar esta vivência, e construir e organizar aprendizado por ela proporcionado.

Por Luciano Schweizer
Schweizer Consultoria & Empreendimentos

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